Técnico na Síria, refugiado chutado por cinegrafista ganha nova chance através do futebol

A cena de ódio rodou o mundo durante a última semana. Não bastasse o terror que sofriam em seus países, os refugiados vêm sendo recebidos com repulsa em parte da Europa. E o pior exemplo veio na fronteira entre Hungria e Sérvia, onde a polícia local perseguia um grupo de sírios.

 

Osama Abdul Mohsen corria nos braços com seu filho, tentando fugir do ataque, quando foi chutado por uma cinegrafista húngara. As imagens causaram revolta e culminaram na demissão da jornalista. Em contrapartida, Mohsen ganha uma nova chance na Europa, podendo manter o seu velho ofício: o futebol.

 

Mohsen trabalhava como técnico na Síria e chegou a dirigir o Al Fotuwa, clube da primeira divisão com dois títulos nacionais no currículo. Entretanto, nem a abertura de mercado que tinha foi suficiente para o treinador permanecer no país. Isso era nada, diante do medo com o qual convivia, tanto pela perseguição do governo de Bachar El Asad quanto pelo extremismo do Estado Islâmico. Optou por fugir rumo à Europa, em busca do filho mais velho, que já estava abrigado em Munique.

 

Após o episódio lamentável, a Espanha resolveu abrir as portas a Mohsen ao tomar conhecimento de sua profissão. O Centro Nacional de Formação de Treinadores (Cenafe) convidou o sírio para trabalhar com eles. “Somos um centro de treinadores e gostamos de ajudar a todos que trabalham com isso. Daremos tudo o que podemos”, afirmou Miguel Ángel Galán, presidente da entidade. 

 

Mohsen começará a atuar na sede do Cenafe em Getafe, região metropolitana de Madri, ganhando o piso salarial. Além disso, também receberá alojamento gratuito.

 

Contudo, a ajuda mais importante que o Cenafe oferecerá ao refugiado vem mesmo do lado humano. A mulher e dois filhos do sírio ainda estão tentando chegar à Europa, abrigados atualmente em uma região da Turquia próxima da fronteira com a Síria.

 

A entidade tentará trazer os familiares de Mohsen à Espanha nos próximos dias. Além disso, também oferecerão aulas de espanhol, para que se adapte mais rápido ao país e à função.

 

Mais do que a chance de vida nova, Mohsen ganha a tranquilidade necessária para simplesmente viver. Já o pequeno Zaid, de sete anos, que correu sérios riscos na travessia, agora pode dar sequência ao seu grande sonho: ser jogador.

 

Se a imagem do refugiado serviu para ressaltar o preconceito, neste momento ele se torna um símbolo da solidariedade – recebido mesmo pela prefeita de Getafe em seu desembarque na cidade. Exemplo do apoio que muita gente na Europa também dá a quem quer apenas um pouco de paz. E o futebol acaba se tornando uma ferramenta para isso.

 

FONTE: TRIVELA


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