Em 270 minutos de futebol, apenas o Cucabol com falha de Aranha fez o Palmeiras superar a Ponte Preta

Em 270 minutos de futebol, apenas o Cucabol com falha de Aranha fez o Palmeiras superar a Ponte Preta

Roger Guedes lamenta eliminação do Palmeiras

Foto: Gazeta Press

Campeonato Estadual nenhum é parâmetro para nada. A conquista do título vale apenas pela rivalidade entre os clubes e a gozação do torcedor da maneira como é conduzido esses campeonatos.

 

Todavia, o Estadual serve para testar equipes, avaliar desempenho e corrigir erros sabendo sempre que a dificuldade dentro do Campeonato Brasileiro, será muito maior.

 

A eliminação na noite deste sábado do Palmeiras, deve ser observada em alguns aspectos. O primeiro é que nada muda ao clube ser campeão Paulista pois a torcida ainda vive a comemoração do título brasileiro após 22 anos.

 

Mas o time que tem o maior orçamento do futebol brasileiro e com um elenco qualificado, precisa se impor contra seus adversários. O elenco do Palmeiras é ótimo, embora o time não tenha nenhum craque.

 

Mas os confrontos grandes do ano, escancara que apenas contratando jogadores a rodo, não é garantia de nada, apenas de um elenco bom.

 

Em 270 minutos contra a Ponte Preta nos três jogos do ano, o ataque verde só superou a defesa da macaca em bola parada como nos tempos de Cuca associada a falha de Aranha. Não faltou ao Palmeiras vontade, faltou capacidade de superar um rival melhor taticamente nos dois jogos.

 

Segundo o Footstats na vitória desta noite por 1 a 0, das 22 finalizações do time, apenas sete foram no alvo . Foram 44 cruzamentos na área da macaca com apenas 16 acertos. Além disso, 44 lançamentos dos quais 19 foram errados e apenas cinco dribles. É muita bola alçada na área e pouca criatividade.

 

É muito pouco para um time que alguns denominaram de “Real Madrid da América” pelo volume de dinheiro investido e das ótimas contratações. Cair na semifinal do Estadual para a Ponte Preta, é um fracasso para este time.

 

No Brasil, não há hegemonia de um clube desde os anos 90 quando São Paulo e Palmeiras dominaram a primeira metade da década. Curiosamente comandados por dois excepcionais treinadores à época. Telê e Luxemburgo.

 

Talvez a falta de grandes técnicos no futebol brasileiro juntamente com a incapacidade dos dirigentes em definir uma ideia de jogo para seu clube, impeça isso.

 

Mas o atual campeão brasileiro já fracassa em sua primeira competição pós conquista nacional assim como os últimos campeões que não conseguem dominar e se impor sequer em seu próprio Estadual.

 

Eduardo Batista tem material humano para armar o time do jeito que quiser, tem total estrutura e condição para isso, mas não consegue convencer nos jogos do Palmeiras.

 

Jogos que o time precisou dos acréscimos contra Jorge Willstermann e Peñarol além do empate contra o fraco Atlético Tucuman, culminada com esta primeira eliminação, precisam ascender a luz amarela no Palmeiras.

 

É inaceitável um time com toda condição que tem o Palmeiras, ser facilmente eliminado pela Ponte Preta como foi. Em Campinhas um massacre em esta noite em São Paulo, o Palmeiras não fez de Aranha o melhor em campo.

 

A cobrança em cima de Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG, tem que ser diferente pois esses clubes tem os melhores elencos do país.

 

O discurso de vencer a todo custo não serve mais. O elenco de 2017 é mais qualificado que o de 2016 e esse time precisa entregar mais, principalmente se quiser ir longe em algum campeonato mais importante.


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